FLUXO RURAL - URBANO (ÊXODO RURAL)
Dominante na nossa história, está vinculado a transição demográfica e ao processo de urbanização, o famoso êxodo rural.
Ao longo da nossa história tivemos três momentos de fluxos urbanos.
1º Momento - fluxo lento onde as pessoas saiam caminhando por estradas de terra na primeira metade do século 20. Em pequeníssima escala proporcionou a urbanização, já a população sai do campo para a cidade.
2º momento - O maior e mais intenso a partir da formação de uma rede urbana da expansão de RJ e SP houve uma forte atração de nordestinos na década de 40, 50 e 60 estas duas últimas com maior intensidade a partir das estradas de asfalto.
3º momento - Está na década de 70 tocando na 80, neste contexto o fluxo do êxodo rural diminui entre as regiões e passa a ser mais intenso o fluxo intra-regional através da institucionalização das regiões metropolitanas. Dentro deste momento alguns estimulantes como a revolução verde, que fazia a mecanização ocupar o território e liberar mão-de-obra rural para o meio urbano e consequentemente por ser sem qualificação formavam periferias urbanas e a legislação urbana que tocava no campo fazia com que encarecesse a mão-de-obra repelindo os trabalhadores para o meio urbano.
FLUXO RURAL - RURAL (FLUXO PENDULAR OU COMMUTING)
O fluxo pendular é hegemônico na atualidade, percorrem pequenas distâncias proporcionalmente aos fluxos de outrora mas com possuem grande intensidade e pulverização. Qualquer cidade média ou grande convive com esse movimento pendular nas variadas regiões do nosso território.
FLUXO RURAL - RURAL
Volume pouco significativo no território.
TRANSUMÂNCIA (MIGRAÇÃO SAZONAL)
Se dá por migrantes que circulam o território em busca de trabalho nas mais variadas estações do ano. Eles podem fazer esse movimentos saindo de periferias urbanas para trabalhar durante uma temporada no campo, especialmente em momentos de safra como a do o algodão, da cana e do café.
URBANO - RURAL
É desprezível em relação ao volume no nosso território, um bom exemplo é a transumância.
Resumos de Geografia
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Resumo de migrações no Brasil
FLUXOS MIGRATÓRIOS DE 1940 - 1960
O nordestino imigrava principalmente por pau de arara
, pegava parte de estrada de chão, ou seja, estradas vicinais
mas tocava na estrada asfáltica indo em direção a RJ e SP, portanto o maior fluxo foi o de nordestinos em caminhão para RJ e SP (lembrando que não é para o estados mas sim para as capitais), neste caso podemos afirmar que SP foi construída em grande parte por nordestinos. Esse foi o fluxo hegemônico e dominante nesse primeiro momento.
Um bom filme para refletir sobre migração de nordestinos é "O caminho das nuvens"
.
As músicas de Luiz Gonzaga
também são exemplos pois boa parte delas abordam esse movimento que ele próprio fez saindo do nordeste mais especificamente do sertão de Pernambuco migrando primeiro para Capital a fim de trabalhar no exército e depois foi para o RJ, porém ele não foi de caminhão mas sim de barco.
O nordestino imigrava principalmente por pau de arara
Um bom filme para refletir sobre migração de nordestinos é "O caminho das nuvens"
As músicas de Luiz Gonzaga
Outro importante fluxo migratório foi no sul, área já ocupada produtivamente pela agricultura, com o aumento do mercado brasileiro e novas possibilidades de circulação inclusive global, começa haver uma lenta expansão e ocupação produtiva do Mato Grosso e oeste de São Paulo, gerando assim alguma fuga de imigrantes do sul do país para essa região.
Outro fluxo de maior porte foi para o DF com os candangos
composto principalmente por nordestinos, mas também daqueles que já estavam formando periferia em SP e RJ na tentativa de conquistar a vida naquele lugar e de um número considerável de funcionários públicos do RJ (ex-capital) para o DF.
FLUXOS MIGRATÓRIOS DE 1960 - 1980
O fluxo de nordestinos para a região de SP e RJ ainda é dominante, porém com menor intensidade.
Já o fluxo para Brasília com os candangos permanece, com menor quantidade de funcionários públicos e maior de nordestinos migrando para lá com a cidade construída e sendo ocupada.
No centro do território na década de 70, algumas variáveis como a revolução verde, o estímulo do Brasil gigante, o milagre econômico e o estímulo a grandes empresas para ocupar o cerrado brasileiro com forte expansão da agricultura comercial geram fluxos migratórios que tocam o centro oeste do território brasileiro chegando mesmo ao oeste da Bahia.
Nesta época o desenvolvimento estava definitivamente concentrada no Sudeste, isso fez com que os governos militares em 1972 institucionalizassem as nove primeiras regiões metropolitanas, com a perspectiva de distribuir os pólos de desenvolvimento regional. Essa política fez com que o fluxo de imigração para SP perdesse força, já que as indústrias não estavam concentradas no RJ ou SP.
O desenvolvimento especialmente a partir destas políticas federais de disseminação do desenvolvimento industrial nas nove primeiras regiões metropolitanas, fez Belém mas especialmente, Fortaleza, Recife e Salvador obterem, fluxos do sertão nordestino visto que o imigrante nordestino tem a possibilidade de fazer a imigração intra-regional
em busca do Eldorado
do trabalho industrial, porém o tecido urbano dessas cidades se expandiu enormemente, surgindo periferias e criando todos os problemas que nós já conhecemos.
Agora não podemos achar, por causa disso que os fluxos intra-regionais são maiores que os inter-regionais pois esta ainda continua sendo a maior.
O norte durante os governos militares recebeu várias estratégias de ocupação, através de mega projetos mineralógicos energéticos, portanto houve uma ocupação significativa por conta dos seringais do sul do Acre, da Cassiterita de Rondônia, uma ocupação pontual na Serra do Navio em Carajás e Oriximiná no Pará por conta de projetos mineralógicos estimulados pelo governo central, atraindo fluxo migratório principalmente de nordestinos.
FLUXOS MIGRATÓRIOS DE 1990 - 2000
A imigração nordestina ainda continua como o principal fluxo inter-regional, mas surge um fato novo na década de 90 que é a desindustrialização fazendo com que aconteça um refluxo demográfico, nordestinos que outrora tinha migrado para o Sudeste nas décadas anteriores conseguiram fazer alguma renda e agora voltam para os seus territórios de origem. Luiz Gonzaga canta isso em Asa Branca ela retrata a migração e o retorno do migrante e a permanência da mulher nordestina na sua região. Isso aconteceu muito, o homem imigra para fazer renda e a mulher permanecia com os filhos na agricultura familiar de baixa capacidade produtiva, ou seja, de subsistência, por isso o Nordeste é a região que tem maior número de mulheres como chefe de família ainda hoje 40 anos depois.
Novamente devemos alertar que o fluxo do nordeste para o sudeste permanece pois a metrópole continua crescendo atraindo principalmente os mais pobres, mas já se começa a ter um crescimento mais intenso de cidades médias e pequenas.
Outro fato é que o movimento de expansão da fronteira agrícola para o centro do território se expande, a através da agricultura se toca o sul amazônico e o matopiba
. Essa ocupação do centro do território está ligada a uma tipologia de uso do território, que é uma agricultura comercial em latifúndios com presença de pequenas cidades.
No caso de Brasília ainda continua a acontecer fluxos de todo o território para a capital, mas passa a conviver de forma cada vez mais intensa com fluxos intra-regionais.
FLUXOS MIGRATÓRIOS NA ATUALIDADE
Nos dias de hoje os fluxos migratórios são intensos no território, são fluxos predominantemente intra-regionais, e de atração de grandes ou médias cidades. Elas continuam atraindo e fazem com que a circulação no território brasileiro seja entendida como uma circulação completamente pulverizada, algumas cidades continuam a atrair fluxos de outras regiões que é o caso das três grandes metrópoles SP, RJ e Brasília, mas eles não são dominantes como já foram no passado.
Hoje os fluxos migratórios regionalizados, especialmente os pendulares são dominantes no território brasileiro, ou seja, fluxos de trabalhadores para o trabalho em cidades do entorno e que retornam no mesmo dia. Esses fluxos hoje dominam o território fazendo com que a circulação do território nacional esteja completamente pulverizada.
FLUXOS MIGRATÓRIOS DE 1960 - 1980
O fluxo de nordestinos para a região de SP e RJ ainda é dominante, porém com menor intensidade.
Já o fluxo para Brasília com os candangos permanece, com menor quantidade de funcionários públicos e maior de nordestinos migrando para lá com a cidade construída e sendo ocupada.
No centro do território na década de 70, algumas variáveis como a revolução verde, o estímulo do Brasil gigante, o milagre econômico e o estímulo a grandes empresas para ocupar o cerrado brasileiro com forte expansão da agricultura comercial geram fluxos migratórios que tocam o centro oeste do território brasileiro chegando mesmo ao oeste da Bahia.
Nesta época o desenvolvimento estava definitivamente concentrada no Sudeste, isso fez com que os governos militares em 1972 institucionalizassem as nove primeiras regiões metropolitanas, com a perspectiva de distribuir os pólos de desenvolvimento regional. Essa política fez com que o fluxo de imigração para SP perdesse força, já que as indústrias não estavam concentradas no RJ ou SP.
O desenvolvimento especialmente a partir destas políticas federais de disseminação do desenvolvimento industrial nas nove primeiras regiões metropolitanas, fez Belém mas especialmente, Fortaleza, Recife e Salvador obterem, fluxos do sertão nordestino visto que o imigrante nordestino tem a possibilidade de fazer a imigração intra-regional
Agora não podemos achar, por causa disso que os fluxos intra-regionais são maiores que os inter-regionais pois esta ainda continua sendo a maior.
FLUXOS MIGRATÓRIOS DE 1990 - 2000
A imigração nordestina ainda continua como o principal fluxo inter-regional, mas surge um fato novo na década de 90 que é a desindustrialização fazendo com que aconteça um refluxo demográfico, nordestinos que outrora tinha migrado para o Sudeste nas décadas anteriores conseguiram fazer alguma renda e agora voltam para os seus territórios de origem. Luiz Gonzaga canta isso em Asa Branca ela retrata a migração e o retorno do migrante e a permanência da mulher nordestina na sua região. Isso aconteceu muito, o homem imigra para fazer renda e a mulher permanecia com os filhos na agricultura familiar de baixa capacidade produtiva, ou seja, de subsistência, por isso o Nordeste é a região que tem maior número de mulheres como chefe de família ainda hoje 40 anos depois.
Novamente devemos alertar que o fluxo do nordeste para o sudeste permanece pois a metrópole continua crescendo atraindo principalmente os mais pobres, mas já se começa a ter um crescimento mais intenso de cidades médias e pequenas.
Outro fato é que o movimento de expansão da fronteira agrícola para o centro do território se expande, a através da agricultura se toca o sul amazônico e o matopiba
No caso de Brasília ainda continua a acontecer fluxos de todo o território para a capital, mas passa a conviver de forma cada vez mais intensa com fluxos intra-regionais.
FLUXOS MIGRATÓRIOS NA ATUALIDADE
Nos dias de hoje os fluxos migratórios são intensos no território, são fluxos predominantemente intra-regionais, e de atração de grandes ou médias cidades. Elas continuam atraindo e fazem com que a circulação no território brasileiro seja entendida como uma circulação completamente pulverizada, algumas cidades continuam a atrair fluxos de outras regiões que é o caso das três grandes metrópoles SP, RJ e Brasília, mas eles não são dominantes como já foram no passado.
Hoje os fluxos migratórios regionalizados, especialmente os pendulares são dominantes no território brasileiro, ou seja, fluxos de trabalhadores para o trabalho em cidades do entorno e que retornam no mesmo dia. Esses fluxos hoje dominam o território fazendo com que a circulação do território nacional esteja completamente pulverizada.
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